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[resenha] Depois de Auschwitz

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Depois de Auschwitz

Eva Schloss

Universo dos livros

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O que dizer sobre a biografia de uma sobrevivente do Holocausto? Emocionante? Chocante? Imperdível? Acho que isso e muito mais. Depois de Auschwitz, de Eva Schloss (irmã “de criação” póstuma de Anne Frank) é um livro que mexe bastante com a gente. Seus relatos são extremamente sinceros e sem rodeios, e por vezes você sente que está prendendo a respiração de nervoso. Sabem como é?

Eva morava em Viena com seus pais e seu irmão, quando os terrores da II Guerra e a ascensão de Hitler começaram a criar um clima de instabilidade para os judeus. Se no começo ainda foi possível se mudar e levar uma vida boa em outro país, com a perseguição cada vez mais cerrada aos judeus o jeito foi se esconder. Divididos em dois grupos – a mãe (Mutti) e Eva, o pai e Heinz – as chances seriam maiores. E eles se encontravam quando conseguiam. Tanto cuidado não foi suficiente e no dia de seu 15º aniversário, Eva e Mutti são levadas para o temido campo de concentração de Aushwitz-Birkenau, onde depois descobririam, também estavam o pai e Heinz.

Auschwitz_Birkenau__

Auschwitz – Birkenau

O que se passa a partir daí, só lendo mesmo. Os terrores, o medo, o sofrimento, as doenças, os maus tratos, as câmaras de gás, a fome, a morte iminente a cada dia… Tudo aquilo que parece que aconteceu há milênios e não tem nem cem anos. Tão difícil de entender e aceitar. Só em Auschwitz, mais de um milhão de judeus foram mortos.

Para os que ficaram curiosos com o subtítulo do livro que diz que é o relato da irmã de Anne Frank (quem leu “O Diário de Anne Frank” sabe que o nome da irmã dela era Margot), a questão é a seguinte. Apesar de Eva ter conhecido Anne na infância, elas eram apenas coleguinhas. Foi depois do período no campo de concentração, que a mãe de Eva se casou com o pai de Anne, Otto Frank. A essa altura você já deve saber que a família de Otto não sobreviveu aos campos; e como Eva conta logo no primeiro capítulo, seu pai também não. Então na verdade, Eva e Anne seriam irmãs de criação, caso Anne estivesse viva.

O livro de Eva vai além das tragédias e conta como ela e a mãe restabeleceram a vida, como lidaram com os traumas, como Otto Frank conseguiu publicar o diário da filha e todo o envolvimento a partir disso, na Fundação que seria criada com o nome de Anne Frank. Além disso, mostra as alegrias que reconstruíram a vida desta sobrevivente, como seu casamento, suas filhas e seu trabalho.

Eva Schloss com o seu primeiro livro.

Eva Schloss com o seu primeiro livro.

Como eu disse no começo: Emocionante, chocante, imperdível.

Alguém aí já leu ou ficou com vontade de ler?

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